INTERCALOS #5:

Intervalo 1:

MUSICANOID é o alter-ego de uma jornalista insanamente maluca (redundante assim mesmo) por música. E por isso aqui é um espaço de apresentação de releases, boletins e filosofices suscitadas pela boa música. É um meio de revelar a apreciação pelos músicos, bandas e composições que me fazem companhia 20hs/dia (menos as 4hs de sono diárias) e assim passar a bola sonora pra frente pra que malucos de ouvidos atentos como eu possam sempre ter algo bom pra escutar. E aprender como eu com todos esses sons e seus significados artísticos e pessoais.

Por isso é com grande consideração que MUSICANOID nessa edição dedica essa coluna e muito mais à uma banda muito importante do cenário musical mundial (e mais especialmente do meu repertório pessoal) e a repentina perda há um mês de seu vocalista: TYPE O NEGATIVE & PETER STEELE.

PETRUS T. RATAJCZYK a.k.a PETER STEELE

PETER se foi aos 48 anos, deixando pelo mundo a marca de um som que era só dele e de seus bandmates JOSH, KENNY e JOHNNY. Desde o início dos anos 90, depois de ter trabalhado como motorista de caminhões de lixo e rolo-compressores, o nova-yorkino de 2 metros de altura, visual peculiar e voz de barítono arrebatou fãs por onde passou com uma mistura bem dosada de polêmica, senso de humor e muita música.

Nascido PETRUS T. RATAJCZYK, em 4 de janeiro de 1962, foi também front-man das bandas FALL OUT e CARNIVORE, mas foi com o T.O.N que conquistou os palcos do mundo com uma sonoridade que nunca foi possível de ser enquadrada em um único estilo musical.

Deixou saudades...

Muito além da polêmica que causou quando resolveu posar nu para a revista PLAYGIRL em 1995, Peter sempre provocou auês com suas letras e vídeos da banda, frequentemente censurados por aí.

Acima da polêmica está a verdadeira façanha de unir senso de humor a um som sombrio e pesado como o do TYPE O, além de uma qualidade técnica que misturou todo tipo de tendências, instrumentos e efeitos – qualidade que sempre manteve o público na expectativa das surpresas dos próximos trabalhos.

Para os mais desavisados, PETER STEELE & TYPE O NEGATIVE faziam um doom-gótico/gothic-metal clichê, com suas afinações baixas e vocal gravíssimo. Mas para os apreciadores do bom e velho metal, as razões para senão admirar, no mínimo respeitar a banda de nova yorkinos do Brooklin são várias (enumeradas no Intervalo 2, por isso seja bacana e continue lendo ;))

Peter se provou artista quando conseguiu imprimir em seu trabalho características pessoais como seu senso de humor auto-depreciativo, uma sinceridade que não temia controvérsia e uma criatividade revelada em letras que também incluíam melancolia, amor, sexo e morte.

Nos fóruns de discussão, fãs homenageiam o músico, o que já era de se esperar, mas não custa reforçar o óbvio, ou seja, que a perda foi mais do que sentida, ainda mais que dessa vez não é boato como foi o de 2005, quando o público se assustou com a imagem da lápide de STEELE no site oficial da banda.

Quem acessar o typeonegative.net certamente se emocionará com as mensagens dos membros da banda e familiares do vocalista, que denotam o choque e a dor da perda não só do músico e artista que foi, mas do homem que somente eles conheciam.

“The music has lost a great talent, and music fans worldwide are mourning, but for our family we are mourning a beloved brother, uncle, cousin, friend and funny man. Peter Steele was a complex man, known for his brooding looks, his self-deprecating sense of humor, unique view of the world, and most of all, his loyalty to his fans, friends and family. (…) His untimely death is tragic – a great loss to us and to music”.

O cara...

E quem já ouviu TYPE O NEGATIVE, sabe que o trabalho de quase 20 de anos, concentrado em 7 álbuns de estúdio, 2 coletâneas e 2 vídeografias é de grande relevância para a trajetória do metal, para bandas que nasceram influenciadas por eles como MOONSPELL, H.I.M e LACUNA COIL e vai sentir falta do futuro interrompido de um músico de voz inconfundível, e que junto com sua banda provou que o metal pode ser sempre muito mais do que se espera.

Encarte do inovador SLOW, DEEP AND HARD!

Quem ainda não ouviu, aproveita essa oportunidade triste pra abrir a cabeça e os ouvidos pra um som que eletrifica pelo peso, hipnotiza pela harmonia entre os músicos e impressiona com a capacidade de moldar temas dramáticos com irreverência única.

Intervalo 2!

“Thanks to ourselves for semisuccessfully putting up with each other(…)”

Assim começavam os agradecimentos no encarte do primeiro álbum do Type O. Isso em seguida da chocante e última frase da última música, que se tornou meio que um mote para os fãs da banda: “suicide is selfexpression”.

O SLOW, DEEP AND HARD, de 1991, já anunciava suas diferenças desde a primeira música, que além de seus quase 13 minutos de duração (não achei a versão completa no youtube!), tinha um título bizarramente enorme:

UNSUCCESSFULLY COPING WITH THE NATURAL BEAUTY OF INFIDELITY.

Nesse álbum TYPE O NEGATIVE já se parecia com…TYPE O NEGATIVE! Claro que até o primeiro minuto de música você poderia falar da similaridade com o hardcore, com o ritmo acelerado das baquetas do primeiro baterista, SAL ABRUSCATO. A letra de STEELE, extremamente crua e cheia de ofensas bem gritadas a uma suposta traição também passam essa impressão, mas lá pelo terceiro minuto da música do álbum de estréia, a guitarra de KENNY HICKEY já evidencia que o som dos caras é mais! Depois dos tantos gemidos femininos que seguem, a música ganha um peso peso digno do TYPE, pra emendar com uma nova levada hard-rock pra cantar a famosa frase

“I KNOW YOU´RE FUCKING SOMEONE ELSE”.

Quando você pensa que a música não poderia mais mudar, o teclado de JOSH SILVER te surpreende com uma sequência de estilo sacro que faz qualquer gótico feliz! O retorno ao ritmo hard-rock de agora há pouco mantém a composição interessante até o final, com um solo de HICKEY, que aproveita pra mostrar que também tem rock clássico nas veias!

E isso tudo (veja bem!) na PRIMEIRA música do PRIMEIRO álbum! Ela ilustra bem o que os membros do TYPE vieram fazer no mundo da música, com a mistura de tantas influências, a habilidade de mudar os ritmos, como se estivessem torcendo uma peça de metal com as mãos!

O vocal de STEELE acompanha esse contorcionismo musical, passando de um sussuro tremendamente sexy para um berro furioso no tempo de uma virada de bateria! As letras de Peter, como anunciou o SLOW, DEEP AND HARD são apenas pra quem estiver afim de ouvir as coisas nuas e cruas. Então, espere muito palavrão quando o assunto for traição, muita polêmica quando for religião, muita intensidade quando for amor e morte, e sexo explícito quando for…bem, sexo!

Todos os trabalhos do TYPE trazem essas características, cada um com esta ou aquela influência mais clara, mas nenhum deles deixou de ser autêntico em aspectos que também compuseram a obra do T.O.N. Os encartes sempre foram um barato, com as letras de música distribuídas de forma a dar trabalho pra qualquer fã, além das imagens nada usuais das capas e contra-capas. Qualquer fã também se lembra das frases perdidas nos encartes, como no BLOODY KISSES,

“DON´T MISTAKE LACK OF TALENT FOR GENIUS”,

ou no OCTOBER RUST,

“FUNCTIONLESS ART IS SIMPLY TOLERATED VANDALISM. WE ARE THE VANDALS”

e também, é claro, os hilários agradecimentos, como os KENNY, sempre precedidos por “KENNY HAS BEEN OBLIGATED TO THANK”, ou JOHNNY, que no encarte do WORLD COMING DOWN, escreveu:

“And to many others whose names I forgot or can´t spell, your name goes here _______________________”.

Quem conferiu os videoclipes e as videografias sabe que ambos reservam bastante choque, auto-avacalhação e ogrices à altura de qualquer metaleiro! (e digo isso como um elogio! nada pejorativo aqui, por favor!). Assiste o começo do AFTER DARK e divirta-se! (tenho certeza que vc vai querer assistir as outras partes, tbm no amigo youtube!)

Além disso tudo, os covers dos caras sempre foram muito bem escolhidos e muito bem executados, como Paranoid,
do SABBATH, Day Tripper, dos BEATLES, Cinnamon Girl, do NEIL YOUNG, Hey Joe, de HENDRIX (Hey Pete, na versão dos caras) e o meu favorito, Summer Breeze, do SEALS & CROFTS.

Na casa dos milhões de CD´s vendidos, T.O.N ganhou o disco de platina com o BLOODY KISSES e o OCTOBER RUST arrebatou o de ouro, o que também mostra que o inovador trabalho do TYPE veio pra ficar!

Sua sonoridade peculiar – em cada detalhe das distorções características da guitarra, da forte presença do baixo, da intensidade da bateria, do rico trabalho de teclado e do sensual-agressivo-sacro-sombrio vocal de Peter – é a fórmula do sucesso de um grupo que sempre irá vigorar entre os grandes nomes da cena metal.

Então, não esqueça:

10 RAZÕES PARA OUVIR T.O.N!

1. Os encartes são um barato e e criatividade continua nos nomes enormes das músicas!
(mais exemplo? “GRAVITATIONAL CONSTANT: G = 6.67 x 10-8 cm-3 gm-1 sec-2”)
2. As letras cruas são um alívio!
3. O instrumental sempre surpreende na mistura de influências que só se faz possível quando você ouvir os caras!
4. Os videoclipes são polêmicos pra caramba!
5. As videografias são toscas, ogras e divertidíssimas!
6. Os covers valem cada segundo porque como tudo do T.O.N, foram feitos à maneira deles.
7. Se você é fã de números lembre que foram milhões de CD´s vendidos, um disco de platina e um de ouro!
8. Se você é fã de metal, demorou pra escutar!
9. O conjunto da obra é de uma autenticidade sem par!
10.O vocal de PETER STEELE revela a cada álbum e música, nuances adoradas por todo aquele entende do que o bom metal é feito!

INTERCALOS…

Faça as contas de quantas nos dois últimos intervalos nos dois últimos Intervalos você leu as palavras SINCERIDADE e AUTENTICIDADE e você mata a charada desse Intercalo
O que mais marcou PETER STEELE como artista no meu repertório musical foram essas duas características marcantes em seu trabalho.

Esse lado de sua personalidade é algo inspirador, ainda mais que resultou numa música de qualidades tão particulares.
Ser sincero assim na vida pode ser um pouco mais complicado… Somos doutrinados desde os tenros tempos da infância a entrar na política da mentira em nome da arte da convivência, porque a sinceridade, convenhamos, pode machucar, ser inconveniente ou incomodar muito.

Problema maior é quando deixamos a “auto-sinceridade” de lado e as circunstâncias que podem obrigar a isso são tantas quantas você quiser imaginar! Trabalhar 8hs/dia em algo que só faz sentido porque te dá um salário no fim do mês, fazer uma faculdade só porque é o que a sua família espera de você, e por aí à fora…
Conheço um excelente guitarrista que se tornou analista de sistemas, uma compositora fantástica que músicas com a mesma facilidade que respira, mas que preferiu ser DJ e deixar as composições na gaveta, e outros artistas que escondem seus talentos de si mesmos porque tem que ajudar a pagar as contas em casa, ou simplesmente porque aprenderam com o mundo a mentir pra si mesmos pra se enquadrarem em padrões sociais…

Isso sem falar do lado pessoal da coisa toda… Os exemplos se multiplicam às pencas e daí você diz: “Ah…nem comece!”O pior é que começo, por isso você está lendo o Intercalos, pra pisar no calo de todo mundo!

O número de pessoas que conheço que se meteram em 2, 7 e 9 ANOS de relacionamentos que não faziam o menor sentido é enorme! Assim como o outro lado da história também é muito comum, que é o daqueles seus tantos amigos que se recusam a admitir que estão absolutamente envolvidos com alguém pelo simples fato de que isso significa assumir-se vulnerável, o que pra muitos é o mesmo que “dar a cara à tapa”!

Por outro lado, sou também testemunha de histórias de “auto-sinceridade” aplicada sem medo de errar que mostram que você
não precisa ser PETER STEELE pra fazer da vida a composição que bem entender! Uma dessas histórias é a de um amigo jornalista que deixou tudo pra trás pra viajar Brasil à fora, só com uma mochila nas costas, ou uma grande amiga fotógrafa, que fez o mesmo
pra recomeçar do zero no distante Canadá!

A auto-sinceridade nada mais é do que assumir a própria identidade, o que não é trabalho fácil, já que pra resignar-se, basta ficar parado e pra agir você tem que criar ação. Essas identidades assumidas são tão, TÃO importantes que sem elas não haveriam revoluções, nem trabalho sociais, nem as artes que tanto admiramos!

O quê teria acontecido se STEELE tivesse continuado a dirigir rolo-compressores??? Ou se ao invés de montar e persistir no
TYPE O NEGATIVE, tivesse usado sua voz de barítono pra cantar música erudita??? Sua marca é O QUE fez com seu tempo de vida e EXATAMENTE como o fez! Ou seja, montou uma banda de temática NADA comercial, cantou coisas que não agradam muita gente, mas conquistou lugar cativo nos ouvidos de muitas outras pessoas, fazendo-o-que-foi-feito-pra-fazer!

Assumir identidade pode gerar críticas de todos os lados, acabar com relacionamentos, pede sacrifício de tempo e exige paciência pra esperar resultados, mas por outros lado é o gatilho que desperta algo que certamente é um órgão vital que deve estar escondido no meio das nossas entranhas: a PAIXÃO!

Reconhecer a própria identidade, ou seja, quem somos e o que queremos, independente do que a sociedade nos aponta como certo, é algo que exige perícia.
E se você tiver a sorte de reconhecer pra que foi feito, abraçar as próprias causas vai demandar muita ação, especialmente se tuas esolhas não foram nada comuns. Se você tiver envergadura pra trabalhos sociais ou qualquer tipo de arte, ser músico brilhante, um tatuador competente, uma atriz impressionante, um designer inovador, se prepare para muita crítica e batalha.

E não precisamos ir muito longe, se teu sonho é viajar pelo mundo, espere muita gente te chamando de desocupado, e mesmo se você é daqueles que largam tudo pra viver o amor da sua vida, “imaturo” e “maluco” serão as alcunhas preferidas pra você.

A sinceridade alivia…inclusive pra desabafar uma perda. Ao invés de escrever um texto póstumo daqueles que a gente espera ouvir, o tecladista JOSH SILVER expressou a raiva da perda, num texto emocionante, exatamente porque estupidamente honesto:

“Peter, My endless source of frustration, (as I’m yours) you have really done it this time. You have changed and touched countless lives through music, comedy and often brutal honesty. You’ve made life both interesting and irritating and I could not imagine not having known you for 37 years. It still isn’t true in my mind but in time I will miss you and the creating that we all endured together. We certainly disagreed constantly and I believe (and hope) we all learned from each other. Should I call you my brother, friend or neighbor? I can only call you Peter (and usually after 2 PM). We laughed at ourselves more times then I can count. Knowing humans are preposterous creatures and I know we reveled in that fact.
I will miss you in time, but at this moment your premature departure seems surreal and has pissed me off to no end. Though I never told you that I harbor a deep respect for you, I do. Goodbye my friend.”

E a “auto-sinceridade” ameniza a perda…PETER se foi muito novo e certamente com muita música boa na cabeça, que não teremos a chance de ouvir, mas o seu legado fica, nas composições singulares de “sinceridade brutal” e no tempo de vida usado pro que sabia fazer de melhor!

Essa sinceridade que incomodou tanta gente pode ser a chave para deixar uma marca viva no mundo mesmo depois da vida se acabar.
O trabalho de Peter tem o valor que tem porque foi acima de tudo sincero, não importou como. Ele não falou sobre nada que não quisesse em suas músicas e bem porque foi autêntico e visceral, é que conquistou quem o ouviu.

Claro que muita gente não gosta, critica, rejeita, acha a temática de Steele constrangedora, doentia e desnecessária. E muita gente ainda vai achar isso (sim, daqui há pouco, depois de ler isso daqui!), afinal, muito embora palavras como as mencionadas amor, sexo, morte sejam do conhecimento de todos nós, o tratamento que ele deu à elas é coisa dele. Quando é amor, é LOVE YOU TO DEATH, com a morte é EVERYTHING DIES e quando é sexo…bom, pra pegar leve, escuta BE MY DRUIDESS aí que ela diz muito! (pra
não dizer CHRISTIAN WOMAN, BLACK N 1, a versão banida de SUMMER GIRL e muitas, muitas outras…)

Quase que por último, um pouco da minha sinceridade: À PETER STEELE E TYPE O NEGATIVE:

11 agradecimentos e uma reclamação!

1. Ao TYPE O NEGATIVE por mostrar que metaleiro pode ter cara de malvado, mas não precisa esquecer que tem senso de humor! 2.À Peter, pela sinceridade ousada das letras, que fala como todo mundo já pensou o que ninguém fala em voz alta! 3. À banda, pelo conceito único que deram aos encartes que sempre aguardei com expectativa! 4. À Steele, pela irreverência nos curiosos nomes enormes das músicas! 5. Josh, valeu pela composição do teclado de Love you to Death e Everything Dies, que são simplesmente lindas! 6. Johnny, pelo ritmo perfeito que deu a músicas como Haunted e I can´t lose you, que fazem tremer as paredes do quarto e a família reclamar constantemente! 7. Pela habilidade de mostrar que cover não é cópia, mas tributo bem tocado! 8. Kenny, pelo “amor a primeira ouvida” suscitado pela tua guitarra em Unsuccesfully coping the beauty of infidelity,
Wolf Moon, Christian Woman e tantas outras!! 9. Á Peter, pelos arrepios proporcionados pelo baixo de Black n 1! 10. Pela criatividade de todos em retorcer o som à tantas direções quanto foi possível, com o peso que precisava pra vibrar os tímpanos por onde passa e ao mesmo tempo com uma minuciosidade que se nota na inserção de novos instrumentos, efeitos sonoros e vocais à cada trabalho! 11. Mais um para Peter, por ter deixado de dirigir caminhões para se tornar esse vocal que transpareceu em cada uma de suas composições uma intensidade inspiradora!

E 1 reclamação:
POR NUNCA TEREM DADO SHOW NO BRASIL!!!!!!!!

esse eu nunca vou ter... 😦

Auto-sinceridade pede coragem e pontaria, então: Será que temos o suficiente? Pra reconhecer o que importa, pra mudar tudo se necessário? Teremos a sorte de termos algo a perder? Se encontrarmos, faremos por merecer? Se ainda não tivermos, temos coragem de procurar?

Obrigada pelas tuas respostas à essas perguntas Peter…

“I will deny my role,
as a human,
Holding myself hostage
with no demands.
It´s better to burn
quickly and bright
Than slowly and dull
Without a fight”.

R.I.P

(E na próxima edição, indispensável homenagem ao Rei do Heavy Metal, RONNIE JAMES DIO).

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2 thoughts on “INTERCALOS #5:

  1. Excelente o seu Intercalos, Tati! 🙂 O seu alter ego Musicanoid manda muito bem! 🙂 Eu estou desligado do mundo da música há muitos anos, mas ouvi muito “Type O Negative”, principalmente na minha adolescência. Estão vivas na minha memória músicas como “Black No”, que preenchiam as minhas tardes, nos anos noventa, quando eu chegava da escola e ligava o rádio na Brasil 2000 FM… Há seis anos, tivemos a notícia triste da morte de Peter Steele e, eu lembro muito bem, nesse dia, escutei “World Coming Down” inteirinho, depois de muito tempo longe desse tipo de som… Hoje, graças a você, é a segunda vez que faço uma visita a um passado delicioso… Obrigado por trazer-me esta recordação, Tati! 🙂

    • Obrigada Marcelo! Sua passagem pela “minha casa” muito me alegra!! Ainda mais em saber que minhas viagens pelo mundo da música e da vida, como essa em tributo ao T.O.N te levaram aí à sua própria viagem! Sinta-se em casa que o “roteiro de viagens” por aqui é do melhor possível: a passagem é de graça, com ela vc vai pra onde quiser e é como a boa música; basta dar um repeat pra começar tuuuudo de novo!! É uma honra tê-lo por aqui novamente! Grande abraço! 😀

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