Artecetera #1! (Parte II) Alanis&eu&vcs…

Alanis&vcs…

Quem mais, além dela, poderia representar o crescimento, a evolução, a criação de dores e espinhos emocionais e ao mesmo tempo o êxtase, a capacidade de sonhar, se ferrar e dar a volta por cima e por baixo de toda mulher?

Qual outra música poderia melhor representar tudo isso? A redação do Musicanoid escolheu YOU LEARN da fodástica Alanis como símbolo-amuleto de toda mulher e a toda vida de mulher…

E que outra pessoa poderia melhor descrever o que significa essa música senão a Alanismóloga, Judy Sky?

Enjoy! 😉
(by Musicanoid)

Alanis&Eu:

Lembro que fazia sol. Por um instante, olhei pela janela entre aberta e percebi que as flores desabrochavam em velocidade acelerada. Não por menos… o mês de outubro estava em seu começo e a primavera saltava aos olhos em um 1996 em que o clima ainda não estava tão instável como hoje, talvez pelo aquecimento global não estar em seu pleno vigor.

O rádio ligado, numa estação qualquer. Havia desistido de rodar o dial em busca de algo que me convencesse. Por um minuto refletia sobre a vida quando finalmente ouvi aquela voz… doce, forte e marcante dizendo “you live, you learn”. A melodia de cara me fez prestar atenção naqueles acordes em que, inconscientemente eu pedia para não acabarem jamais.

Não demorou muito para nosso primeiro contato. Ainda era outubro de 96, porém, uma noite agradável. Continuava a rodar o dial atrás daquela voz novamente. Mas como em um susto instantâneo, me deparo com ela, ao vivo, em uma tela de TV há poucos metros de distância onde me encontrava. Meu pai jamais imaginou que seu simples ato de brincar com o controle remoto como lhe era tão comum às noites de dias de semana, mudaria a minha vida para sempre. Parece um tanto exagerada essa afirmação, mas creio que se tornará entendível logo mais.

Neste dia, estabeleci uma espécie de vínculo pessoal com a garota que tinha nada mais que 22 anos, balançava os cabelos como louca e carregava em seu rosto uma expressão de dor a cada verso que cuspia na frente de todos, em rede nacional. Seu nome era Alanis, de sobrenome Morissette e de um país que até então me era de certa forma longínquo e só me remetia à gelo: Canadá.

Ninguém jamais entendeu o que eu tanto dizia na manhã seguinte àquela apresentação na TV. O quanto meus conceitos haviam mudado simplesmente ao ver tamanha humildade, simplicidade e alma na música e na personalidade de uma pós-adolescente que havia se tornado a porta voz das mulheres na década de 90, e que já havia batido todos os recordes de vendagens da história entre artistas femininas. A casa dos 25 milhões de discos, aos poucos ia ficando para trás… até atingir o número exorbitante de 30 milhões.

Alanis havia entrado na minha vida para ficar. Foi trilha sonora do meu aniversário de 15 anos, companhia para tardes chuvosas, manhãs frias e caminhadas ao colégio. Me emprestou seu nome como apelido, me fez ter uma vasta coleção de camisetas em sua homenagem, Cd’s de vários lugares do mundo e fitas de vídeo com a história de sua vida. Porém, mais que quaisquer artefatos de fã alucinada, me fez entender a vida de uma forma diferente.

Além disso, colocou no meu caminho pessoas que nutriam a mesma paixão pela sua obra e personalidade. Éramos uma família. Uma família que compartilhava lágrimas, sorrisos, DVD’s, discos, reportagens e principalmente… amizade. E por mais exagerado que isso possa aparecer, a canadense baixinha e invocada com ex-namorados, levou minha vida para rumos que talvez, eu jamais imaginasse. Me deu inspiração para aprender a tocar violão, cantar, compôr, e ver a vida de forma mais positiva e menos complicada.

Ela exercia um poder sobre mim que até então eu desconhecia. Não era um simples fanatismo. Era uma admiração que ultrapassava os laços que nunca existiram de fato entre nós. Mas era como se ela estivesse ali, pronta a me ouvir em qualquer momento de tristeza com desabafos, ou fazer parte dos melhores momentos da minha vida.

Ela fez do nosso primeiro encontro“pessoal”, uma experiência única, de vivência, e sensações. Sequer mantivemos um contato visual. Mas eu sabia que ela estava ali, sendo a peça principal da viagem da minha vida até então, onde descobrir as diferenças simples de uma cidade para outra como a paisagem do cerrado e o Cristo Redentor, fizessem sentido a quem mal havia ultrapassado as fronteiras do seu próprio estado.

Alanis me entendia e eu sempre soube disso através de seus versos e refrões. E mais que sorrir ou chorar, me fazia refletir, buscar porquês e significados das situações. Me via refletida em várias de suas frases, suas construções harmônicas, solos básicos de gaita e até no seu empenho em tocar uma guitarra desligada em um show ao vivo qualquer. Sempre achava graça em coisas desse tipo. E talvez, por essa intimidade que eu sentia com relação a ela, não poupava tirações de sarro, apelidos infames, e críticas, afinal, um fanático não vê defeitos em seu “objeto” de adoração. Mas um amigo, ah… amigo pode.

Obviamente ela nem sabe que existo. Mas isso não me importa e não poupo vontades em dizer que sim… ela é uma amiga pra mim desde que ouvi em determinado dia de outubro que,

“você vive, você aprende, você ama, você aprende, você chora você aprende, você perde, você aprende…”.

E porque não considerar isso um gesto de amizade? Sim… é uma simples frase dentro de uma música, mas talvez, é a frase que você sempre quis ouvir na hora em que mais precisava (ou não).
Acho que agora deu pra sacar qual é né? E sei que, você que está lendo nesse momento já passou por algo parecido ou vai passar. É parte da natureza humana admirar e se espelhar em alguém ou algo.

Não importa que seja uma música, um artista, um filme, um livro… desde que te faça bem, ninguem perde nada com isso, certo?

You Live, You Learn!

Alanis&eu&vcs..


(arte by Musicanoid)

“You Learn”

I recommend getting your heart trampled on to anyone
I recommend walking around naked in your living room
Swallow it down (what a jagged little pill)
It feels so good (swimming in your stomach)
Wait until the dust settles

You live you learn
You love you learn
You cry you learn
You lose you learn
You bleed you learn
You scream you learn

I recommend biting off more then you can chew to anyone
I certainly do
I recommend sticking your foot in your mouth at any time
Feel free
Throw it down (the caution blocks you from the wind)
Hold it up (to the rays)
You wait and see when the smoke clears

You live you learn
You love you learn
You cry you learn
You lose you learn
You bleed you learn
You scream you learn

Wear it out (the way a three-year-old would do)
Melt it down (you’re gonna have to eventually anyway)
The fire trucks are coming up around the bend

You live you learn
You love you learn
You cry you learn
You lose you learn
You bleed you learn
You scream you learn

You grieve you learn
You choke you learn
You laugh you learn
You choose you learn
You pray you learn
You ask you learn
You live you learn

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One thought on “Artecetera #1! (Parte II) Alanis&eu&vcs…

  1. Ahhhhhhhhhhhhh!!!! e nem venha, q nós já tivemos contato visual com ela sim! ela inclusive riu para nós quando jogamos corações para ela!!! lembra?!?! sauhsauhhuasahus sou suspeito prá dizer. adorei o texto. bjs

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