MuSicaNoiD e o Dia (da Matemática) da Mulher..

Dia da Mulher… Adoro os “parabéns” delicados que recebemos mas nunca entendi esse lance de ter “dia de” qualquer coisa, e ainda mais Dia Internacional da Mulher (a não ser pra encontrar tudo quanto é tipo de promoção, desde cosmético, roupa, perfume, o que sempre acaba deixando o comércio mais feliz e meu bolso mais pobre).

Mas vá lá, vamos falar de mulher…e mais especificamente de tipos que eu conheço bem, ou seja: jornalista, brasileira, classe média, free-lancer, nos quase trinta, solteira, vocalista, pseudo-fotógrafa e desenhista e confusa de doer!

Em suma: eu.

“Pra quê?”, você pergunta. Porque no tempo que some feito areia entre trabalho, estudo, amigos e problemas sentimentais, sobra pouco pra pensar em si mesma.

E pensar o quê? Quem sabe no aspecto de que esse ano completarei 30 anos. Então pra mim é o dia da mulher dos 30. E como é ser mulher, comunicadora free-lancer, solteira, vocalista e confusa aos 30?

No mínimo, complicado…

Ser free-lancer é ter a certeza de que NUNCA se sabe quando terá dinheiro. Ser solteira, aos 30, é ver minha família me olhando com a certeza cheia de compaixão de que “fiquei pra titia”. Ser vocalista, aos 30, é ouvir meus amigos me falando, “mas ainda com essa história de banda???”. E ser confusa, além de ser consequência do tempo em que vivemos – com informações demais, auto-cobranças demais – é arte de geminiana com ascendente em aquário.

Viu? Complicado…

É claro , nós vivemos nos pós-modernos tempos em que as mulheres ocupam qualquer posição profissional, a moral e os costumes estão com as pernas tão abertas que fazemos o que bem entendemos com a nossa sexualidade e para aquelas que quiserem e puderem a cirurgia plástica te garantirá chegar aos 60 com a cara da BARBIE que eu tinha lá pelos meus 6.

Mas mesmo assim, vivemos numa coisa chamada SOCIEDADE OCIDENTAL que desde que eu brincava com a Barbie nos 6, me dizia que com os meus 30, eu e você devemos ser bem-sucedidas, casadas (com uns 2 pimpolhos, mais ou menos) e gostosas!

Matemática complicada…

Mas te digo uma coisa, e agora, por mim: ser free-lancer em comunicação no Brasil significa que faço o que gosto (mesmo que não tenha a menor ideia se isso um dia vai me sustentar). Sou solteira porque, aos 30 que me cabem, já sou seletiva e chata demais pra me envolver à toa. E me auto-denomino “confusa” porque profissionalmente gosto de coisas demais pra me concentrar em uma coisa só e pessoalmente sou romântica demais pra encontrar alguém que também seja..

Complicado? Nem tanto assim…

Comemoro meus 30 antecipadamente, assim, no DIA DA MULHER, porque aos 30, eu deixei as cobranças sociais pros 20, e pra no
mínimo os próximos 10, eu desejo que eu consiga viajar mais, aprender francês, a plantar girassóis e estudar mais porque sou nerd assumida!

Matemática gostosa, se conta nos dedos e impede qualquer margem de erro e dor-de-cabeça, porque não é cálculo, é vida, sem contra-indicações!

Ah! E quero me apaixonar e formar uma nova banda!

Então sem champagne e sem glamour, uma mulher feliz, sras e srs!
Com café na caneca, TIM-TIM!

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