Balburdiando edição extra! – Protesto!

É com muito pesar que venho a esta edição extra lamentar a decisão do STF à não obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercício da profissão.

Por 8 votos a 1, ficou decidido que QUALQUER cidadão tem o direito de “livre expressão” em meios comunicativos a partir de agora.

A decisão final foi tomada pelo presidente do STF e relator Gilmar Mendes. Mas você sabe ou se lembra quem é GILMAR MENDES?

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RG: Gilmar Ferreira Mendes,

30/12/55, Diamantino – MT, Jurista.

Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil

Antes de ocupar esse cargo estratégico no governo,  Mendes foi adjunto da Subsecretaria Geral da Presidência da República (1990-1991) e consultor-jurídico da Secretaria Geral da Presidência da República (1991-1992), quando defendia o ex-presidente Fernando Collor de Melo junto ao órgão que hoje preside. Entre 1993 e 1994, foi assessor técnico na relatoria da revisão constitucional na Câmara dos Deputados.

Depois de trabalhar com Jobim, continuou galgando degraus na era FHC, quando foi subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil (1996-2000).

Até que, em 2000, foi convidado ao cargo de advogado-geral da União, onde permaneceu até o fim do segundo mandato de Fernando Henrique. Retribuiu a gentileza defendendo intransigentemente seu padrinho político – muitas vezes, como já vimos, polemizando com a Justiça, o Ministério Público e com advogados renomados.

“Se essa indicação (de Gilmar Mendes) vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. (…) o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país”

(Dallari Dalmo de Abreu, Professor Catedrático na Unesco)

Caso libertação de Daniel Dantas:

“Definitivamente não há normalidade na flagrante supressão de instâncias do Judiciário brasileiro, sendo, nesse sentido, inédita a absurda decisão proferida pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal. Não se deve aceitar com normalidade (…)  não há normalidade na soltura, em tempo recorde, de investigado que pode ter atuado decisivamente para corromper e atrapalhar a legítima atuação de órgãos estatais

(Procuradores da República em carta aberta)


Ele (Gilmar Mendes) está atuando com abuso de direito. Está extrapolando as funções dele. O Supremo virou ele”

Wálter Fanganiello Maierovitch (Desembagador aposentado do TJ de São Paulo)


“uma importante disputa se desatou no Poder Judiciário do Brasil em torno de uma investigação sobre corrupção em que um empresário foi preso e posto em liberdade duas vezes em 48 horas”. (…) Em cada oportunidade, o presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF), Gilmar Mendes, ordenou a libertação do empresário Daniel Dantas (…) Noutro episódio bizarro o gabinete do presidente (do Supremo) foi varrido eletronicamente para detectar equipamentos de escuta depois de denúncias de que o mesmo juiz teria autorizado a polícia (federal) a monitorar o gabinete. Nada foi encontrado e o Juiz De Sanctis repeliu essa acusação” (BBC Londres)

Alguns exemplos citados das inúmeras acusações contra Gilmar Mendes.

Com relação a profissão de jornalismo, o jurista disse o seguinte:

Mendes chegou a comparar a profissão de jornalista com a de cozinheiro. “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores”, disse. (Folha Online

Jamais desmerecendo a profissão de cozinheiro, obviamente. Mas a comparação foi absurdamente infeliz, ao ponto de  ser expressamente ridícula.

Além de desrespeito por quem pagou e estudou 4 anos para ter uma formação de qualidade, é uma afronta para com a população que a partir de agora, vai se deparar com informações cada vez mais imprecisas, falaciosas e manipuladas. A profissão de jornalista é de extrema importância e relevância social sendo vista como 4° poder. A não obrigatoriedade do diploma é o objetivo das grandes corporações comunicativas (ou não somente) que tem por detrás nomes como do nosso presidente do STF GILMAR MENDES e sua corja. Isto é, pintar de colorida a realidade quando a verdadeiro fato  é negro.

Em luto.

teve grande apoio de outros tucanos para conseguir ter sua indicação ao STF aprovada pelo senado: “Dos 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em atividade, Gilmar Mendes foi o que mais sofreu contestação para assumir o cargo. Foram 15 votos contrários durante a análise de sua indicação pelo plenário do Senado – o triplo de rejeição que sofreu o segundo colocado, ministro Eros Grau, com cinco reprovações. (…) Registros do Senado mostram que a base de apoio ao governo tucano se mobilizou para garantir aprovação do de Mendes para o cargo
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